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Coronel reage a entrave no Senado e amplia pressão sobre Otto por PEC do INSS

Senador baiano afirma que proposta está “engavetada” na CCJ e cobra mobilização política para reduzir alíquota previdenciária das prefeituras.

Senador Angelo Coronel durante discurso sobre PEC do INSS em debate político com impacto para municípios da Bahia
PEC do INSS amplia tensão entre Angelo Coronel e Otto Alencar após impasse no Senado • Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Jefferson Rudy/Agência Senado

Bahia – Críticas envolvendo a tramitação da PEC 5/2025 ampliaram a tensão política entre os senadores Angelo Coronel e Otto Alencar, após declarações feitas durante evento nacional voltado à defesa dos municípios e à gestão pública brasileira.

Durante participação na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que sua proposta de emenda constitucional permanece travada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado há cerca de 12 meses. Segundo o parlamentar, o impasse estaria relacionado à condução da pauta pelo senador Otto Alencar (PSD), presidente da CCJ.

No discurso, o senador baiano declarou que a proposta enfrenta resistência do governo federal e classificou a situação como um obstáculo para os municípios brasileiros. A PEC 5/2025 prevê a redução da alíquota patronal do INSS das prefeituras de 20% para 8%, medida defendida por gestores municipais diante das dificuldades fiscais enfrentadas em diversas regiões da Bahia e do país.

“O governo é contra”, afirmou Angelo Coronel, ao cobrar maior mobilização dos prefeitos e da bancada baiana no Senado. O parlamentar argumenta que muitos municípios já enfrentam dificuldades financeiras e risco de inadimplência previdenciária, especialmente cidades de pequeno e médio porte que dependem fortemente de transferências constitucionais.

A declaração evidencia um possível agravamento das fissuras políticas entre os dois senadores da Bahia, que historicamente mantiveram relação de alinhamento em pautas institucionais no Congresso Nacional. O episódio também ocorre em um momento de forte articulação municipalista em Brasília, com prefeitos pressionando o Senado por medidas de alívio fiscal.

Nos bastidores políticos, a discussão sobre a redução da alíquota do INSS ganhou relevância entre administrações municipais baianas, principalmente diante do aumento das despesas obrigatórias e da pressão sobre serviços essenciais como saúde, assistência social e educação pública.

A consequência institucional do impasse pode impactar diretamente o equilíbrio financeiro das prefeituras, especialmente em municípios da Bahia que enfrentam limitações orçamentárias e dependem de maior flexibilidade fiscal para manter programas administrativos e serviços básicos.

Além disso, o episódio pode gerar novos desdobramentos políticos dentro da bancada baiana no Senado, sobretudo caso prefeitos intensifiquem pressão pela votação da proposta ainda antes do calendário eleitoral avançar. A avaliação nos bastidores é de que o debate tende a permanecer no centro das discussões municipalistas nas próximas semanas.

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