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Bruno Reis envia projeto que cria programa permanente de combate à pobreza

A Prefeitura de Salvador encaminhou à Câmara Municipal proposta que institui política pública de enfrentamento à pobreza, com atuação integrada entre secretarias e ampliação de benefícios sociais na administração pública.

Salvador — O prefeito Bruno Reis (União) encaminhou à Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei nº 153/2026, que institui o Programa Vida Nova, iniciativa voltada ao enfrentamento da pobreza e à redução das desigualdades sociais na capital baiana. A proposta foi enviada em regime de urgência ao presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), e prevê uma política pública estruturada para acompanhar famílias em situação de vulnerabilidade por, no mínimo, 24 meses, com atuação integrada entre diversas áreas da gestão municipal.
Prefeito Bruno Reis (União Brasil) • Foto: Política Livre

Salvador — O prefeito Bruno Reis (União) encaminhou à Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei nº 153/2026, que institui o Programa Vida Nova, iniciativa voltada ao enfrentamento da pobreza e à redução das desigualdades sociais na capital baiana.

A proposta foi enviada em regime de urgência ao presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), e prevê uma política pública estruturada para acompanhar famílias em situação de vulnerabilidade por, no mínimo, 24 meses, com atuação integrada entre diversas áreas da gestão municipal.

O projeto estabelece uma abordagem multidimensional da pobreza, envolvendo assistência social, saúde, educação, habitação, urbanização, geração de renda, cultura, esporte e convivência comunitária, com foco em resultados de médio e longo prazo.

Um dos eixos centrais da proposta é a criação do Índice de Vulnerabilidade Social de Salvador (IVS), que será utilizado para identificar e priorizar famílias atendidas. O sistema considerará dados do Cadastro Único e fatores como renda, escolaridade, moradia, território, raça, gênero e composição familiar.

A inclusão no Programa Vida Nova dependerá da classificação no IVS, validação por visita domiciliar e elaboração de plano individualizado de acompanhamento, o que reforça um modelo de gestão baseado em dados e monitoramento social contínuo.

O texto também autoriza a criação de benefícios financeiros, incluindo auxílio mensal de segurança alimentar no valor de R$ 200, além de incentivos vinculados à qualificação profissional e à superação da vulnerabilidade, com valores que podem chegar a R$ 900, condicionados à participação em políticas de capacitação e empregabilidade.

Do ponto de vista institucional, o projeto prevê que órgãos municipais priorizem famílias atendidas pelo programa em caso de alta demanda por serviços públicos, o que pode impactar diretamente áreas como saúde, educação, habitação e assistência social, ampliando a integração administrativa.

O Programa Vida Nova contará ainda com um Comitê Gestor presidido pelo prefeito, reunindo secretarias estratégicas como Promoção Social, Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Cultura, Reparação e Políticas para Mulheres. A coordenação executiva ficará sob responsabilidade da assistência social, enquanto a Casa Civil atuará na articulação estratégica.

Como desdobramento, a proposta tende a fortalecer a política municipal de combate à pobreza, mas também poderá gerar debates na Câmara sobre impacto orçamentário, critérios de elegibilidade e capacidade de execução em larga escala na cidade de Salvador.

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