A parlamentar questiona a manutenção de contratos com empresa registrada no CEIS e aponta possível irregularidade em serviços essenciais da administração municipal.
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| Aladilce Souza cobra explicações sobre contratos com empresa suspensa em Salvador • Foto: Reprodução |
Salvador – Movimentações políticas e institucionais ganham repercussão estadual após questionamentos envolvendo contratos da Prefeitura de Salvador com empresa terceirizada suspensa pelo Governo Federal, com impacto direto na gestão de serviços públicos na Bahia.
O caso envolve a vereadora Aladilce Souza, que encaminhou ofício ao prefeito Bruno Reis e à Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE), cobrando explicações sobre a continuidade de contratos com a empresa Soluções Serviços Terceirizados Ltda, registrada no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS).
A parlamentar aponta que a empresa estaria formalmente suspensa para participar de licitações e firmar novos contratos com qualquer ente público até setembro de 2028, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da manutenção dos acordos vigentes com a administração municipal.
Segundo a denúncia, os contratos envolvem áreas sensíveis da gestão pública, incluindo a merenda escolar em mais de 400 unidades da rede municipal, além de serviços de terceirização administrativa. Os valores atualizados chegam a cifras bilionárias ao longo da vigência contratual, o que amplia o peso político e institucional do caso na Bahia.
A vereadora destaca ainda que aproximadamente R$ 35 milhões teriam sido liberados após a inclusão da empresa no CEIS, o que, em tese, poderia indicar falhas de controle ou ausência de verificação cadastral por parte da gestão municipal.
Em outro ponto, o documento encaminhado à prefeitura solicita detalhamento completo de aditivos, renovações, reajustes e justificativas técnicas que embasaram a continuidade dos contratos, alguns deles originados ainda em gestões anteriores, incluindo o período da administração de ACM Neto.
No campo político, o caso reacende o debate sobre terceirização de serviços públicos, fiscalização contratual e responsabilidade administrativa, especialmente em áreas consideradas estratégicas como educação e saúde.
A parlamentar também menciona denúncias de trabalhadores terceirizados que relatam insegurança nos vínculos trabalhistas e possível migração de contratos sem transparência, o que amplia a tensão institucional em torno da empresa investigada.
Outro ponto sensível é a ausência de procedimento administrativo público para revisão ou rescisão contratual, mesmo diante da sanção registrada em base federal, o que levanta dúvidas sobre a atuação dos órgãos de controle interno da prefeitura.
Como desdobramento, o caso pode resultar em investigação mais ampla por órgãos de controle estaduais e federais, além de eventual revisão de contratos e impactos diretos na prestação de serviços essenciais à população.

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